CACAU a Saga de uma Região
Atualmente é a mais séria enfermidade do cacaueiro na microregião do cacau. Natural da Região Amazônica, essa doença ocorre atualmente em países da América do Sul e Ilhas do Caribe, sendo responsável por perdas da ordem de 40% na produção de cacau da Amazônia brasileira e em torno de 30% na Venezuela. Sob condições de umidade e calor favoráveis ao fungo, mais de 90% dos frutos podem ser atacados e destruídos.
Os Sintomas:
Os frutos podem ser infectados quando jovem (1 cm de comprimento), a partir da penetração de esporos que paralisam seu crescimento e produzem deformações que lhe dão a forma característica de cenoura. Nos frutos mais desenvolvidos ( 8 cm de comprimento), aparece uma mancha negra dura e irregular, ficando as amêndoas unidas entre si, portanto inaproveitáveis.Eliminação do Material Infectado
Picotar todo o material removido das plantas doentes, acelerando assim a sua decomposição evitando a esporulação (reprodução) do fungo. Em seguinda, empilhar e cobrir com folhas de vegetais, preferencialmente em áreas sombreadas. Sempre que possível, queimar esse material em clareiras dentro da plantação.
Recuperação de Áreas Altamente Infectadas
Em áreas com elevadas incidência de vassoura-de-bruxa (NI 3), cuja remoção das partes afetadas implicará em grande redução da copa e produção do cacaueiro, recomenda-se a aplicação de fertilizantes, inseticidas, roçagens, desbrotas e demais práticas recomendadas através do sistema de produção de cacau, amplamente divulgadas pelos extensionistas da CEPLAC na região. Essas recomendações visam a recuperação da plantação e ao aumento da produtividade, tornando a atividade economicamente rentável.
Esta distância é pequena para um patógeno eficiente que se dissemina através do vento e/ou cursos de água.
No Sul da Bahia, a incidência da vassora-de-bruxa e de podridã-parda é severa no centro sul da região cacaueira, em comparação a outras zonas, principalmente zonas de transiçã. Portanto, no caso de ataque de monília, as regiões mais afetadas pela vassora-de-bruxa e podridã parda teriam a menor incidência de monília e as outras regiões de escape da vassoura-de-bruxa seriam as mais afetadas.
FONTE: CEPLAC - Ministério da Agricultura e Reforma Agrária - Enxertia do Cacaueiro - 1998 - Manual Técnico - Pgs.01 a 42 -.